VELEIRO VEGA - UMA PARTE PRESERVADA DA REGATA MONTEVIDEO - RIO GRANDE
- Videverso. com
- 20 de fev.
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BREVE HISTÓRICO
Em 10 de fevereiro de 1963, doze veleiros partiram das proximidades da boca do Puerto del Buceo, no Uruguai, rumo ao Brasil, naquela que ficou conhecida como a primeira edição da Regata Puerto Buceo – Rio Grande, o batismo náutico oceânico internacional que o sul do Brasil tanto ansiava.
A primeira edição da Regata Puerto Buceo – Rio Grande foi realizada em duas etapas: a primeira em mar aberto, até Rio Grande, e a segunda de Rio Grande a Porto Alegre, pela Lagoa dos Patos.
Após um intervalo de quase dez anos, em 2 de fevereiro de 1975, teve início a segunda edição da Regata Puerto Buceo – Rio Grande, organizada pelos clubes Rio Grande Yacht Club, Veleiros do Sul e Yacht Club Uruguayo. Nessa edição, a regata percorreu 300 milhas náuticas, saindo de Puerto Buceo, no Uruguai, com chegada em Rio Grande, Brasil.
Novamente, a comunidade náutica se organizou para saciar o anseio por uma regata internacional que reunisse velejadores do Brasil, da Argentina e do Uruguai, unindo os povos desses três países. Assim, foi retomada a iniciativa embrionária de 1963, procurando preencher essa lacuna e atender ao desejo latente da comunidade.
No ano seguinte, em 21 de fevereiro de 1976, foi realizada a terceira edição da prova, a última de que se tem notícia desde então. Também promovida pelos clubes Rio Grande Yacht Club, Veleiros do Sul e Yacht Club Uruguayo, a regata percorreu o trajeto de Puerto Buceo a Rio Grande, conectando importantes polos náuticos do Cone Sul.
As edições de 1975 e 1976 mantiveram esse espírito de integração e competição, consolidando o evento como um símbolo da cooperação náutica trinacional e do potencial esportivo da vela oceânica na região do Prata e do Sul do Brasil.
O VELEIRO VEGA
O veleiro Vega participou da primeira regata, em 1963, na etapa entre Rio Grande e Porto Alegre, e consta, a confirmar, como o primeiro a ancorar na nova sede, em Rio Grande.
O veleiro foi projetado e construído, em 1961, por Plínio Oscar Werner. Outra hipótese é a de que tenha sido construído por Thor Sanddel, finlandês e sócio do Veleiros do Sul, sob encomenda de Flávio Kroeff Pires; no entanto, a primeira informação coincide com a do registro.
Posteriormente, foi adquirido pelo Comandante Carvalho Armando, oficial da Marinha, em cujas mãos se incorporou de forma destacada, durante as décadas de 1960 e 1970, às intensas atividades mantidas por uma flotilha formada por veleiros de madeira. Entre eles estavam: Sapeca, de László Bohm e Walter Bromberg; Áurea, de Nilton Barreto; Scorpion, do Dr. Régis; Bamba, de Nivaldo Cavalli; Tobago, de Paulo Ribeiro; Mero, de Marcelo Bueno; Caminito, de Oscar Nieto; Tornado, de Astélio Santos; Regina, de Renato Volpe; e Martha, de Jorge Vidal. Como tripulantes do Vega nessas competições estavam arrolados M. Schultz e J. A. Schultz.
A seguir, fotos do VEGA em sua condição atual. Encontra-se dentro de um galpão em Pelotas, inteiramente conservado e em condições, inclusive, com poucas providências, de voltar a navegar.




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